Meditação Ativa – Movimento e Mergulho

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A meditação ativa é um mergulho no movimento.

O silêncio pode parecer incômodo, a mente pode se perguntar porque e para quê ficar em silêncio, o corpo fica agitado e você simplesmente não se sente capaz de meditar, mesmo sabendo que esse é um poderoso remédio contra ansiedade e a depressão: o grande mal do século.

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A meditação ativa é foi uma maneira que grandes mestres encontraram para introduzir a meditação no ocidente, acompanhando o ritmo frenético, propuseram formas de mergulhar no silêncio sem a necessidade de sentar, fechar os olhos e permanecer imóvel.
A meditação em si não se resume a isso, nunca foi uma “forma” e sim um estado de espírito, um fluxo onde as ondas cerebrais mudam de vibração baixando a intensidade, abrindo espaço para percepções mais profundas da natureza.

Fluxo Criativo

Um pintor, um músico, um cientista e todos nós temos momentos meditativos, onde entramos em um estado de ‘fluxo criativo”, mergulhados em uma ação consciente, desperta e intuitiva, sem necessidade de concentração ou atenção forçada, sem a interferência de pensamentos.
O silêncio não é uma ausência de som, é outro nome para espaço, está além do pensamento e do ego. O pensamento é forma e ficar em silêncio é estar consciente também dos pensamentos.
Para alguns, esse conceito é extremamente difícil de ser entendido, mas quando começam a praticar a meditação ativa, sem perceber e analisar, começam a colher os frutos. Se sentem mais tranquilos, confiantes e criativos, apenas alguns dos benefícios colhidos.

“A consciência tem duas dimensões: uma é a do ter e a outra é a do ser. E há apenas duas categorias de seres humanos: aqueles que estão lutando para ter cada vez mais, e aqueles que entenderam a futilidade disso e mudaram suas vidas para outra direção, a direção do ser. Estas pessoas estão tentando saber quem são.” Osho (A Arte de Morrer, p. 151)

O ponto ideal é conseguir estar presente e consciente no agora o tempo todo, ou seja, estar menos envolvido com os pensamentos que geralmente são ‘pré-ocupações’, ‘pré-soluções’, leituras constantes de acontecimentos do passado.
O fundamento do Yoga assim como todas as vertentes que orientam a chegada ao centro do ser, da fonte de conhecimento e sabedoria que há dentro de cada um, é o estado meditativo constante e sem esforço, um observador de si mesmo capaz de ter uma percepção ampla de si e de tudo o que o rodeia, pronto para agir e reagir da melhor maneira possível.
O que acontece quando você está pensando em um problema no trabalho e algum familiar o aborda exatamente nesse momento? Se não estiver consciente e desperto poderá responder com brutalidade ou irritabilidade e isso se repete em todos os momentos, em diversas situações e com todo tipo de pessoa: suas respostas estarão permeadas pelos sentimentos e contextos aonde estão seus pensamentos.

Quais são as consequências disso?

Você pode enxergar como isso influi em seu presente, e obviamente, no seu futuro. Pode ficar preso à um padrão sem perceber, criar um sistema interno prejudicial, alimentando pensamentos improdutivos.
Outra consequência da qual a maioria não percebe é a desconexão com o corpo. Quanto mais envolvido nos pensamentos e todas as suas construções infinitas de respostas, dúvidas, medos, planejamentos, mais distante do que realmente acontece em sua primeira e única casa: seu corpo.

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Nesse processo há uma ruptura entre a mente e o corpo e você começa a sentir falso, sem saber porque. As pessoas notam a sua falsidade. “Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal”, legal, inteligente ou atraente, seu corpo pode estar dizendo outra coisa como, “estou com medo”, “me sinto só”, “não quero estar aqui”.
Você deixa de ser autêntico, mas isso não é o pior, o pior é você mesmo acreditar nesse outro papel, ficar no esforço constante de construir uma personalidade baseada em uma mar de pensamentos inconscientes, prejudiciais, repletos de medo, angústias e ressentimentos.
Quando você vai se encontrar? Quando você vai se sentir confiante em não ser perfeito?
A meditação ativa é uma forma moderna de começar o processo de limpeza e desintoxicação da mente, de desembaraçar processos antigos atrás da calma, do relaxamento, da conexão invisível que acontece quando estamos “em fluxo”.
Existem muitas formas de meditar ativamente, mas entender o processo e focar no objetivo pode fazer muita diferença. Por isso o conhecimento sobre o assunto é importante e, mesmo que você não deva pensar sobre isso enquanto medita, seu subconsciente estará agindo a seu favor.
Todas as formas de movimento podem trazer a qualidade da meditação, pois nada no mundo é um não-movimento. Porém, uma a atividade com esse propósito, pode ser um início poderoso para sentir esse estado acontecer e crescer dentro de você.
Dançar, desenhar, cantar, correr, nadar, fazer atividades cotidianas… em todos os esses momentos é possível estar totalmente presente, ampliando a capacidade de perceber a si mesmo, de ouvir os próprios pensamentos com a distância necessária para afastá-los, modificá-los ou usá-los de forma consciente.
Veja um vídeo bem explicativo sobre os efeitos da meditação em tempos atuais:

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Psicoterapia Existencial

A psicoterapia (do grego psykhē – mente e therapeuein – curar) é um tipo de terapia, executada pelo psicólogo, que tem por finalidade tratar questões e problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, estresse, dificuldades de relacionamento, entre outros problemas de saúde mental.

A Psicologia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente ao psiquismo. Para isso, propõe intervenções psicológicas, cujos objetivos centrais são:

Restabelecer o funcionamento psíquico saudável do paciente;

Permitir que o paciente compreenda as causas do que lhe acomete, para que possa encontrar recursos psíquicos para lidar com suas dificuldades, problemas, etc.;

Desenvolver meios de agir no mundo, redefinindo seus traços de personalidade;

Solucionar problemas pontuais que o afligem (por exemplo, sentimento de culpa, auto cobrança excessiva, etc.), bem como, observar questões de cunho mais existencial, ou seja, questões relativas à existência.

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O que é a Psicoterapia Fenomenológica-Existencial?

A Psicoterapia Fenomenológica-Existencial busca compreender e questionar nossa forma de ver o mundo. O enfoque da terapia é a clarificação e compreensão dos nossos valores e crenças, mediante o diálogo. Sua prática busca habilitar o paciente a viver de forma mais reflexiva, mais autêntica e mais participativa, aceitando as limitações e contradições da condição humana. Somos pessoas em diferentes situações sociais e históricas, com diferentes idades, gêneros e habilidades, diferentes problemas, histórias e temores.

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No entanto, todos, absolutamente todos, pelo simples fato de sermos seres humanos conscientes, participamos da mesma estrutura básica de existir. Do que participamos? Participamos da nossa necessidade de conferir valor e dar significado à vida através de ações e decisões, frente a possibilidade sempre presente (reflitamos sobre isso ou não) de ter que decidir entre pelo menos duas opções.

Nesse sentido, a Psicoterapia Existencial não é estranha ao mistério e ao paradoxo daquelas situações em que, ao escolhermos, abriremos novas possibilidades e fecharemos outras. A terapia existencial submerge dos assuntos humanos e vislumbra as potencialidades do ser, no sentido de abrir certas formas de existir que estão fechadas, repetitivas, que causam sofrimento e incapacidade de auto realização, para novas possibilidades de existência.

 

A Ciência e o Medo

A Ciência e o Medo: Informações distorcidas pela mídia alimentam o pânico moral a respeito de temas polêmicos.

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A maior dádiva da ciência para a humanidade é a libertação do medo. Imagine por um instante nosso passado neolítico. Todos os dias era preciso conviver com medos terríveis: predadores letais, conflitos tribais, frio e calor, fome e sede, seca e enchente, sem falar do mítico medo da noite eterna, tão bem documentado entre o povo maia: o temor de que o sol um dia partisse e nunca mais regressasse.

A ciência nasceu como técnica de controle da realidade e de seus inúmeros perigos, muitas vezes transformando a dificuldade em ferramenta. Pense no fogo, na fermentação dos alimentos e no uso medicinal de substâncias. Com a ciência veio a esperança de um futuro cada vez melhor, com mais conforto e segurança, menos sofrimento e medo.

Há cerca de 30 anos, surgiu um temor novo que ceifou milhões de vidas e instalou pânico moral na sociedade, conspurcando a beleza do sexo com a fobia de uma contaminação fatal. É o vírus HIV, capaz de deflagrar a pane imunológica que chamamos de aids.

Estima-se que existam no planeta mais de 33 milhões de portadores de HIV, chegando a 25% dos cidadãos de certos países africanos. Na ausência de cura, grande esforço foi feito para informar a população mundial sobre os modos de prevenir a infecção. Também houve avanço no desenvolvimento de drogas antivirais capazes de estancar o curso da doença. Infelizmente tais drogas podem causar sérios efeitos colaterais, precisam ser tomadas ininterruptamente por toda a vida, e apresentam custo proibitivo para a maior parte dos pacientes.

Por essa razão, causa muita esperança e orgulho a descoberta de que anticorpos monoclonais podem ser usados para debelar o HIV. Realizado pelo grupo do brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade Rockefeller (EUA), o estudo publicado na revista Nature aponta o caminho para uma terapia de aids mais segura, barata e duradoura. Permite também vislumbrar o dia histórico em que será anunciada uma vacina anti-HIV.

Medo e desesperança, por outro lado, emanam do artigo de capa da revista Veja sobre a Maconha.Alegando refletir as mais recentes descobertas científicas sobre a maconha, o artigo esforça-se por insuflar ao máximo o receio em relação à planta. Cita seletivamente a bibliografia especializada, simplifica e omite resultados, distorce e exagera sem constrangimentos para afinal concluir, nas palavras do psiquiatra Valentim Gentil, que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”.

Em tempos de crack na esquina e cachaça a 3 reais o litro, não é preciso ser médico para perceber o equívoco da afirmação. O destaque dado à matéria contrasta com seu parco embasamento empírico, que ignora fartas evidências sobre o uso medicinal da maconha, a segurança de seu consumo não abusivo, a existência de alternativas não tabagistas e as consequências nefastas do proibicionismo.

O bom nome da ciência não pode ser usado ideologicamente para propagar preconceitos e fomentar pânico moral. A ciência deve sempre ser usada em prol do gênero humano, para arrefecer seus medos e não suscitá-los.

Estamos em tempos de retrocesso em nome de uma moral falida e hipócrita. A imagem hoje é fugaz, passageira, instantânea. Pouco se analisa ou se escuta. Então precisamos estar atentos para não criar um medo inexistente e cair nas guarras da Matrix selada. O lugar onde os outros querem que você esteja.

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As comparações nunca estiveram tão em voga. As pessoas estão correndo atrás dos padrões de beleza ou da qualidade de vida que são apresentadas nas fotos, na verdade elas se sentem mal quando não tem curtidas ou seguidores. Depois se perguntam o que fazer para melhorar a autoestima ainda tentando forçar a si mesmos a serem parecidos com outras pessoas.

Vamos nos manter abertos e curiosos para pesquisar, para testar por nós mesmos. Precisamos nos conectar com a essência da vida que há em nós. Do milagre de sermos únicos. Essa é uma mensagem do Terapia Integral, que busca na visão holística (do todo), uma compreensão abrangente das questões humanas.

Banho com ervas para turbinar e limpar as energias

Banho com ervas é ancestral, intuitivo, imparcial, valido para turbinar e limpar as energias

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No estresse do cotidiano, não percebemos que estamos desequilibrados energeticamente. Pode ser pelo acúmulo de energias que absorvemos nos locais que frequentamos, ou pelos pensamentos que insistentes de baixa qualidade, ou mesmo uma mágoa guardada que fica como uma sombra ao nosso redor.

Existem muitas formas de limpar essa energia, a melhor delas é através da meditação, mas outras alternativas como o banho com ervas pode turbinar e limpar a sua energia, afastar o pensamento ruim de outras pessoas à seu respeito e prepara o corpo para novas emanações.

Sempre que você se sentir para baixo, desmotivado, dolorido ou com “peso” no corpo, a qualidade existentes em algumas plantas podem limpar seu campo energético e atuar como um catalizador uma vez que tudo o que você toca, cheira e experimenta afeta o corpo e a mente.

Esses princípios ativos de algumas ervas, com uma combinação de ingredientes pode trazer grandes resultados.

 

Banho para limpeza energética

 

Eucalipto

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O eucalipto, muito usado em saunas à vapor, está associado diretamente à limpeza, abre as vias respiratórias e os poros, traz conforto e é revigorante, uma verdadeira limpeza energética.

Como preparar o banho?

  • 2 a 3 litros litros de água;
  • 2 mãos cheias de folhas de eucalipto;
  • 1 colher de sopa de alecrim e 1 colher de sal grosso.
  1. Ferva 2 litros da água e depois espere amornar.
  2. Coloque as folhas de eucalipto para que fiquem molinhas, feito chá.
  3. No outro litro, misture o alecrim e o sal enquanto emana pensamentos positivos.

Como banhar-se?

  1. Jogue o litro de água fria com o alecrim e o sal e pense em uma palavra positiva (algo que você queira dar mais valor), do pescoço pra baixo.
  2. Jogue os dois litros de água morna com o eucalipto em cima da cabeça, afirmando a possibilidade do seu pensamento acontecer.
  3. Antes de abrir o chuveiro e banhar-se normalmente, faça uma oração da sua preferência, imaginando um grande campo na cor roxa à sua volta.

O roxo é a cor da proteção, espiritualidade e ascendência. Imaginar a cor com vontade, reforça as defesas do próprio corpo físico e do campo energético.

 

Banho para turbinar a energia

Manjericão 

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O manjericão é especialmente utilizado contra o estresse, a depressão e o cansaço. Além de outras inúmeras propriedades curativas. Seu aroma atinge diretamente os receptores que sinalizam frescor e vitalidade.

Como preparar o banho?

  • 2 litros de água;
  • 2 colher de sopa de sal grosso;
  • 2 paus de canela;
  • 1 maço de manjericão.
  1. Ferva um litro de água com a canela;
  2. Em outro recipiente, amasse o manjericão com as mãos;
  3. Coloque a água fervida em cima do manjericão e deixe amornar.
  4. Em um litro de água fria coloque o sal grosso enquanto visualiza a cor laranja.

Como banhar-se?

  1. Antes de banhar-se normalmente, jogue a água fria com sal;
  2. Tome seu banho normalmente e desligue o chuveiro;
  3. Jogue a água morna do manjericão com canela do pescoço pra baixo enquanto vibra e pensa positivamente.

Sempre agradeça após os banhos a si mesmo, ao universo e à natureza.

A gratidão renova as energias, afasta as ruins e abre novos caminhos.

Só a prática pode lhe dizer o quão efetivos são esses banhos portanto, experimente!

 

 

Círculos – Símbolos do Inconsciente

O círculo, um símbolo poderoso

O Círculo é um símbolo do inconsciente coletivo que dispensa interpretações, mas muitos estudiosos traçaram paralelos e fizeram experiências com os aspectos dessa forma e as influências que elas exercem nos seres humanos.

Uma palavra ou imagem é simbólica quando vai além da sua interpretação imediata, está além da razão, está atrelada ao conceito de Inconsciente Coletivo.
Jung, que foi um dos maiores pesquisadores de símbolos da história, diz em seu livro O homem e seus símbolos, que certos acontecimentos e símbolos estão abaixo do limiar da consciência, ou seja, eles são absorvidos sem ‘nosso consciente’ e podem ser acessados através da intuição, da meditação, dos sonhos ou de um intenso processo de reflexão.

“Quando a mente explora um símbolo, é conduzida a ideias que estão fora do alcance da nossa razão. ” Carl. G. Jung

O círculo ou a esfera é um símbolo de forte apelo psicológico, ancestral e mitológico, o círculo representa muitas coisas como o “divino”, o perfeito, o centro de todas as coisas. Ele está basicamente em todos os lugares uma vez que o próprio átomo é uma esfera perfeita.

Ele está presente:

  • adoração primitiva do sol,
  • em sonhos e mitos,
  • na religião antiga e moderna,
  • no planejamento de cidades,
  • nas mandalas dos monges do Tibete,
  • nos conceitos dos astrônomos,
  • nos estudos dos biólogos
  • e muitos outros….

O fato é que o círculo indica o aspecto mais importante da vida: a total integração.

Jung diz ainda, no livro, que o círculo é uma referência ao núcleo psíquico, o centro vital da personalidade do qual emana todo o desenvolvimento estrutural da consciência. (Jung, 2008, p. 323)

A imagem de um homem no centro de um círculo divido em quatro, encontrado nos quatro cantos do mundo, é uma representação mitológica do self.
Para os tibetanos, as mandalas, ricamente trabalhadas, representam a relação com os poderes divinos.
Na arte cristã, a mais comum é Cristo rodeado pelos quatro evangelistas.
Na arquitetura, a mandala constituía um plano básico de construções seculares e sagradas de quase todas as civilizações.
Essas imagens a seguir são da praça Étoile, em Paris.

Aqui temos Palmanova, na Itália

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As Mandalas têm poder

No livro Psicologia e alquimia, Jung analisa mil sonhos de um homem só, revelando uma quantidade impressionante de símbolos representantes da mandala como o relógio, cabeças que se transformam em bolas, anéis, esferas transparentes, tropas organizadas em círculos e outros.

A mandala, palavra hindu escolhida por Jung para essa representação, sempre foi utilizada por muitas comunidades para restabelecer o equilíbrio interior perdido.

Também são utilizadas nas civilizações orientais para coesão do ser interior ou favorecer uma meditação profunda. A contemplação promove a paz de espírito e uma sensação de que a vida está encontrando a ordem e o significado.
Ela pode aparecer em sonhos e mesmo que não esteja atrelada a culturas, ela traz consigo esse forte simbolismo.

Por exemplo, os índios americanos navajo, tem como tradição usar as mandalas de areia para harmonizar uma pessoa doente, consigo mesma e com o cosmos.

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As formas de entrar em contato com esse poderoso símbolo são o desenho e a prática das mandalas que podem ser espontâneas, geometricamente desenhadas, contempladas ou apenas coloridas.

Todos sabem que a arte coloca o ser humano em contato com o seu potencial criativo, potencializando habilidades e levando-o níveis mais profundos na vida.
Muitos profissionais da saúde entre médicos, psicólogos e terapeutas de modo geral indicam a arte terapia como forma de reintegração do indivíduo, para análise de situações e como forma de reencontrar o equilíbrio, porque acelera e potencializa os processos de recuperação, sejam eles físicos, mentais ou emocionais.

A mandala é uma forma meditativa que encontra no fazer um fluxo de energias que vai de encontro com a mágica do círculo, a força do símbolo ancestral do círculo e a força que ela gera através das formas e cores.
O ideal é que a prática seja conhecida através de um especialista na área que poderá orientar o melhor caminho para o trabalho de autoconhecimento e realização. Através de alguém experiente, será possível conhecer aspectos importantes como influência das cores, da numerologia, dos signos e formas.

Hoje em dia não é preciso frequentar um espaço para ter acesso à essas informações. Com os cursos online qualquer um pode aprender e ser amparado a partir de casa.
Muitos estados brasileiros não dispõem de profissionais que conhecem a técnica e o poder das mandalas, e um curso online pode ser a melhor opção.
Saiba Mais Aqui.

Um experimento feito por Ernst Florens, físico e músico alemão, em 1680, mostrava formas criadas a partir quando ele passava o arco do violino na borda de uma placa de vidro coberta com farinha.  

Friedrich Chladni, mais tarde, repetiu o experimento com placas de aço, criando ondas, formas e desenhos que se assemelham as mandalas.

Hoje é possível reproduzir esse fenômeno com procedimentos simples, inclusive com o uso do celular. Veja no vídeo:

Equívocos Sobre a Meditação

Porque falar dos equívocos da meditação?

Porque na maior parte das vezes as pessoas dizem absurdos sobre a meditação, coisas que só dificultam o entendimento e fazem com que outros pensem que é muito difícil meditar.

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De acordo com a literatura científica, a prática meditativa pode ter duas classificações principais:

1 – Contemplativa – quando a atenção fica em um único foco, como a respiração, os sons externos, a música, a contagem sincronizada à respiração, um mantra ou uma atividade ativa como dança, desenho e pintura, tocar um instrumento, entre outros; sempre que houver uma distração, a pessoa deve simplesmente retornar sua atenção ao foco e ampliar sua percepção e mergulho interno.

2 – Atenção Plena ou Mindfulness – caracterizada pela consciência da experiência do momento presente, com uma atitude de aceitação, em que nenhum tipo de elaboração ou julgamento é utilizado. À medida que estímulos internos ou externos atingem a consciência do praticante, este simplesmente os observa e, assim como surgiram, deixa-os sumir, sem qualquer reflexão ou ruminação.

Mas a verdade é que a meditação é uma só. A ciência busca qualificá-la, quantificando ou nomeando, para que o estudo e o entendimento seja delimitado. O fato é que muitos não entendem a meditação, mesmo aqueles que a estudam, talvez porque não a pratiquem efetivamente.

Meditação é um estado, não uma prática. A prática leva à meditação, ou melhor, ao estado meditativo, essa é a verdade.

Medita – a – Ação

Principais equívocos relacionados à meditação:

  • A meditação não é uma resposta ao relaxamento, ela é um desenrolar de estados mais elevados de consciência, e existem diversos caminhos para alcançar esses níveis.
  • Não é simplesmente parar de pensar, o objetivo é atingir camadas mais profundas do ser, níveis de consciência que são despertos ao longo do caminho.
  • A meditação não é um fim em si mesma, é um caminho.
  • A meditação não exige postura correta, cada um pode encontrar sua essência meditativa das mais variadas formas
  • A meditação envolve o silêncio, mas não o absoluto silêncio, a meditação vai além dos pensamentos, da limitação natural do pensar.

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O Que Realmente Importa?

Estar presente no aqui e agora é a grande conquista, estar em contato com a fonte inspiradora de todas as coisas, com a mente no seu melhor nível de funcionamento e as percepções claras e transparentes como a água.

Uma pessoa que vive em estado meditativo possui extremo controle e equilíbrio emocional, e com isso consegue agir e reagir de forma madura, consciente e positiva. Sem esforço, é capaz de antever uma situação por estar extremamente aberta à percepção das energias, espaços, sons, desejos, pensamentos e linguagem corporal tanto a sua própria como a dos outros.

Então, para você é importante obter maior clareza e equilíbrio mental?

Conseguir ouvir melhor os outros?

Entender melhor o que acontece com você e o que está ao seu redor?

É importante conciliar a busca por maior consciência com mais riqueza material?

A lista de perguntas seria imensa, basta olhar para dentro e buscar as respostas, para isso a meditação é o melhor caminho!

Escolha uma meditação, algo que você pode fazer sem deixar que os pensamentos compulsivos tomem a frente e comandem o barco. O importante é conseguir baixar a frequência deles e observar que tipo de pensamentos vem à sua mente.

Lembre o que Buda falava: “Somos os que pensamos”.

Então observe seus pensamentos 😉

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MEDITAÇÃO E NEUROCIÊNCIA – A ciência comprova sim!!

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MEDITAÇÃO E NEUROCIÊNCIA

Estudos Científicos

Sinais de alarme “desagradáveis” são disparados toda vez que nos vemos em situações estressantes, desafiadoras ou perigosas. Nosso sistema nervoso é banhado pelos “hormônios do estresse”: epinefrina (adrenalina) e cortisol.

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O estresse prepara a pessoa para o medo e a raiva:

  • Aumenta o batimento cardíaco;
  • Dilata as pupilas;
  • Os bronquíolos dos pulmões dilatam;
  • O fluxo sanguíneo é desviado para os grandes grupos musculares;
  • A amígdala cerebelar é estimulada aumentando ainda mais o cortisol;
  • A libido é suprimida;
  • As emoções são exacerbadas;
  • O pensamento racional diminui.

Além de danos físicos, as pessoas que vivem entrando e saindo desse estado ‘prestes a explodir’, o excitamento do sistema nervoso torna a amígdala ainda mais sensível.

Isso significa que ela irá disparar informações de ameaças para o corpo antes que o pré-frontal (área do cérebro reservada ao raciocínio lógico) possa processar o acontecimento.

Como ela também é responsável pelo aprendizado e nos informa sobre acontecimentos passados, quando ela fica “excitada” pelo excesso de cortisol, ela tende a encobrir essas experiências com medo, aumentando o estado de ansiedade contínua, independentemente da situação.

Além disso, o hipocampo – muito importante para converter a memória a curto prazo em memória a longo prazo – fica enfraquecido e impedido de gerar novos neurônios, ou seja, fica incapaz de gerar novas memórias.

Os autores do livro “O Cérebro de Buda – Neurociência prática para a felicidade”, Rick Hanson e Richard Mendius, fundadores do Instituto Wellspring para Neurociência e Saber Contemplativo, explicam que para recobrar a calma e a clareza do cérebro e da mente é necessário ativar o Sistema Parassimpático do Sistema Nervoso Autônomo (SNA).

O setor parassimpático é responsável por espalhar ondas tranquilizantes e curadoras por todo corpo, cérebro e mente.
Mas como fazemos isso?

Simples assim, praticando essas diversas técnicas:
– Relaxamento imediato;
– Relaxamento progressivo;
– Respiração pelo diafragma;
– Expiração extensa;
– Tocar os lábios;
– Aumentar a consciência corporal;
– Contemplar imagens agradáveis;
– Desenhar e colorir Mandalas como forma de meditação ativa;
– Buscar equilibrar os batimentos cardíacos;
– Meditação.

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O que a Neurociência descobriu acerca da meditação?

A prática da meditação ativa o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP) de diversas maneiras e as pesquisas indicam que:

– aumenta a massa cinzenta na ínsula, no hipocampo e no córtex-frontal;
– melhora das funções psicológicas como humor, atenção, compaixão e empatia;
– fortalece o sistema imunológico
– ajuda a melhorar/curar doenças físicas;
– diminui/cura insônia, fobia, depressão, ansiedade e outros distúrbios.

Um tipo de meditação ativa que tem despertado a atenção da Psicologia Integral é a arte terapia com Mandalas. A prática em desenhar, colorir e contemplar mexem com muitos campos da percepção e com diversos mecanismos cerebrais.

]Ativa o SNP em conjunto com o campo de força gerado pelas Mandalas, técnica utilizada e prescrita por Carl G. Jung, já teve seus efeitos comprovados por diversos médicos, como Nise da Silveira, psiquiatra brasileira reconhecida mundialmente.

Você pode fazer um curso direcionado para aprender a técnica por completo e entrar no fluxo criativo que a prática proporciona, um tipo de meditação ativa “que você não vê o tempo passar”. Saiba mais AQUI.

A Veja publicou uma matéria com o título “Meditação ganha, enfim, aval científico”, de Tiago Cordeiro, com diversos estudos feitos nos últimos anos.

O uso de aparelhos modernos para medição de ondas cerebrais em exames como a ressonância magnética e a tomografia acusaram transformações assustadoras como, por exemplo, em voluntários que se dignificaram em aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada e apresentaram uma redução no estresse de quase 40%!!

No artigo, estão pontuados seis benefícios com aplicações científicas de grande instituições que não deixam dúvidas: meditar só traz o bem e para os céticos, pode até parece mágica.

Os seis pontos principais que ganharam sua confirmação científica e que estão nessa reportagem são:

1- Redução do Estresse: “Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio.”
2- ‘Plus’ para sistema cardiovascular: “Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos.”
3- Redução dos casos de depressão e insônia: “A meditação também funciona para atacar a causa.”
4- Alívio da dor: “Quem tem a meditação como hábito sente menos dor.”

Muitos materiais sobre os efeitos da meditação estão disponíveis para pesquisa e validação científica. Pare de duvidar e entre de cabeça nessa experiência, você só tem a ganhar!!

MEDITAÇÃO ‘PASSIVA E ATIVA’ – PASSO A PASSO

2 MEDITAÇÕES PASSO A PASSO

Só pra deixar BEM CLARO: não existem essa denominações de passiva e ativa, esses termos estão sendo usados pra diferenciar o tipo de meditação que será feita como sentada ou deitada, de olhos fechados, ou aquela considerada ativa, em movimento.

A meditação em si é um processo TOTALMENTE VIVO, DESPERTO E ATIVO em todos os momentos !! Lembre-se disso.
Vamos começar com uma “meditação passiva” muito utilizada para acionar o Sistema Nervoso Parassimpático.

meditando no trabalho

MEDITAÇÃO DA ATENÇÃO PLENA

Escolha um local confortável em que seja possível se concentrar e não seja interrompido.

Você pode estar em pé, caminhando ou deitado. Importante manter boa postura para que a energia flua livremente entre o cérebro e o restante do corpo.
O importante é estar relaxado e alerta.

Você pode meditar pelo tempo que quiser começando com períodos mais curtos, mesmo que seja de 5 minutos. Depois aumente para 15 minutos e aos poucos você irá meditar por períodos mais longos.

Você pode olhar para o relógio, pode acender um incenso você pode usar música. O importante é ficar à vontade e deixar todas as preocupações de lado.
1 – Respire bem fundo e relaxe com os olhos abertos ou fechados.
2 – Perceba os sons à sua volta e aceite-os.
3 – Respire naturalmente e perceba todas as sensações da respiração.
4 – Após um tempo, tente acompanhar a respiração do começo ao fim. Respeite seu tempo.
5 – Continue com o processo e agora tente manter a atenção por 10 respirações seguidas (você pode não conseguir no começo, mas com a prática irá melhorar)
6 – Pare de contar e mantenha a atenção na respiração aumentando a sensação de calma e prazer
7 – Comece a ficar mais atento a qualquer coisa que passe pela mente, deixando surgir e depois desaparecer sem criticar-se, apenas aceitando e deixando ir. A respiração ajuda nesse processo.
8 – Volte a contar as respirações prestando atenção em como o ar entra e sai pelas narinas, passando por todo o corpo.
9 – Respire naturalmente por mais um tempo sem contar apenas dando valor à sensação de paz.
10 – Respire profundamente pela última vez e agradeça pelo momento.

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MEDITAÇÃO DO FLUIR CONSCIENTE

Separe músicas que possam trazer paz, mas que também sejam vibrantes. Cada estágio dessa meditação tem um tempo específico, mas pode variar e você pode acompanhar o tempo através das músicas.

  • Primeiro Estágio – 5 minutos

Em pé, com o corpo bem relaxado, mantenha os pés separados à distância dos ombros e bem firmes no chão.
Mantenha os joelhos um pouco flexionados e os olhos fechados.
1 – Respire profundamente enquanto alonga sua musculatura, relaxando e tirando as tensões.
2- Quando se sentir pronto, comece a chacoalhar o corpo de forma progressiva, dos pés à cabeça.
3 – Aumente a frequência e chacoalhe como se fosse bater um lençol ao vento, sempre respirando e sentindo todo o corpo, o mais relaxado possível.
4 – Entregue-se ao movimento e chacoalhe de verdade buscando quebrar as correntes invisíveis que prendem seu corpo. Solte-se totalmente

  • Segundo Estágio – 5 minutos

1 – Pare de chacoalhar progressivamente e volte a respirar naturalmente, mas não deixe o corpo parar.
2 – Comece a mover-se livremente começando com as mãos, braços e tronco.
3 – Envolva o quadril e passe para os joelhos até chegar aos pés que agora estarão livres.
4 – Mova-se livremente, de forma espontânea pelo espaço e foque na liberdade e na respiração.
5 – Dance sem se preocupar com a estética dos seus movimentos, quanto mais livre melhor! Solte-se de verdade.

  • Terceiro Estágio – 5 minutos

1 – Sem parar de se mover, comece a falar em outra língua que você não conheça, ou seja, invente uma. E diga qualquer coisa que lhe vier à cabeça.
2- Aos poucos vá deixando seu corpo responder às falas e solte ainda mais, falando sem parar, mesmo que não faça sentido algum.
3 – Aumente a potência para exteriorizar ainda mais os sentimentos, tornando tudo muito intenso, incluindo a corpo e as reações.
4 – Continue mas fique mais atento e consciente do que passa pelo seu corpo, a voz, a posição, as sensações, as emoções, os pensamentos o que estiver acontecendo.

  • Quarto Estágio – 5 minutos

1 – Comece a rir mesmo que não queira, se proponha a parecer ridículo e esforce para rir.
2 – Solte o corpo e ria de tudo que você fizer, do que pensar, do que sentir.
3 – Mantenha-se rindo, aumentando a vontade de rir cada vez mais, sinta-se à vontade fisicamente, se quiser deitar, sentar ou permanecer em pé o importante é rir.

  • Quinto Estágio – 10 minutos – sem música

1 – Diminua o riso até parar completamente, respire profundamente e encontre uma posição confortável, mantendo a coluna naturalmente ereta.
2 – Fique imóvel e de olhos fechados, totalmente alerta e consciente. Preste atenção às sensações e deixe tudo fluir como se você fosse uma grande passagem de ar, todos os sons, os pensamentos e as emoções estão passando por você e não ficando em você.
3 – Aumente essa sensação de passagem, sem tentar dominar a situação, controlar ou forçar. Seja uma passagem, um rio, o interior de um bambu e permaneça flexível, disponível, aberto e expansivo.

  • Sexto Estágio – 5 minutos

1 – Abra os olhos e coloque outra música.
2 – Sente-se confortavelmente e permaneça apenas desfrutando do momento.
3 – Busque manter a consciência do momento presente, alerta a tudo que se passa tanto interna como externamente. Não julgue, apenas desfrute.
O último estágio é importante para fazer o elo entre a meditação e o ambiente “comum”. Cria a ligação entre a percepção aberta e consciente do agora com estar presente no cotidiano e nos afazeres da vida.

A meditação cura, desperta e alimenta a alma, o corpo e o espírito.
Esperamos que você possa praticar e aproveitar as transformações que a meditação reserva para você.