A Ciência e o Medo

A Ciência e o Medo: Informações distorcidas pela mídia alimentam o pânico moral a respeito de temas polêmicos.

medo-ciencia

A maior dádiva da ciência para a humanidade é a libertação do medo. Imagine por um instante nosso passado neolítico. Todos os dias era preciso conviver com medos terríveis: predadores letais, conflitos tribais, frio e calor, fome e sede, seca e enchente, sem falar do mítico medo da noite eterna, tão bem documentado entre o povo maia: o temor de que o sol um dia partisse e nunca mais regressasse.

A ciência nasceu como técnica de controle da realidade e de seus inúmeros perigos, muitas vezes transformando a dificuldade em ferramenta. Pense no fogo, na fermentação dos alimentos e no uso medicinal de substâncias. Com a ciência veio a esperança de um futuro cada vez melhor, com mais conforto e segurança, menos sofrimento e medo.

A Ciência e a Aids

Há cerca de 30 anos, surgiu um temor novo que ceifou milhões de vidas e instalou pânico moral na sociedade, conspurcando a beleza do sexo com a fobia de uma contaminação fatal. É o vírus HIV, capaz de deflagrar a pane imunológica que chamamos de aids.

Estima-se que existam no planeta mais de 33 milhões de portadores de HIV, chegando a 25% dos cidadãos de certos países africanos.

Na ausência de cura, grande esforço foi feito para informar a população mundial sobre os modos de prevenir a infecção. Também houve avanço no desenvolvimento de drogas antivirais capazes de estancar o curso da doença.

Infelizmente tais drogas podem causar sérios efeitos colaterais, precisam ser tomadas ininterruptamente por toda a vida, e apresentam custo proibitivo para a maior parte dos pacientes.

Por essa razão, causa muita esperança e orgulho a descoberta de que anticorpos monoclonais podem ser usados para debelar o HIV.

Realizado pelo grupo do brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade Rockefeller (EUA), o estudo publicado na revista Nature aponta o caminho para uma terapia de aids mais segura, barata e duradoura.

Permite também vislumbrar o dia histórico em que será anunciada uma vacina anti-HIV.

Acompanhe AQUI as estatísticas atualizadas.

A Ciência e as Drogas

A ciência está com as drogas assim como Einstein está para teoria da relatividade. A ciência desenvolve drogas e tenta criar antídotos anti-drogas. Cria-se curas e ao mesmo tempo dependências.

No final das contas, parece nos confundir ainda mais quando o assunto são drogas. Uma hora elas curam e, de repente, são extremamente danosas. Acabamos no meio de uma guerra de interesses e o único que nos resta é o domínio sob as forças do medo.

Medo e desesperança, por exemplo, emanam do artigo de capa da revista Veja sobre a Maconha.

Alegando refletir as mais recentes descobertas científicas sobre a maconha, o artigo esforça-se por insuflar ao máximo o receio em relação à planta. Cita seletivamente a bibliografia especializada, simplifica e omite resultados, distorce e exagera sem constrangimentos para afinal concluir, nas palavras do psiquiatra Valentim Gentil, que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”.

Em tempos de crack na esquina e cachaça a 3 reais o litro, não é preciso ser médico para perceber o equívoco da afirmação. O destaque dado à matéria contrasta com seu parco embasamento empírico, que ignora fartas evidências sobre o uso medicinal da maconha, a segurança de seu consumo não abusivo, a existência de alternativas não tabagistas e as consequências nefastas do proibicionismo.

A Ciência também está se tornando fugaz?

O bom nome da ciência não pode ser usado ideologicamente para propagar preconceitos e fomentar pânico moral. A ciência deve sempre ser usada em prol do gênero humano, para arrefecer seus medos e não suscitá-los.

Estamos em tempos de retrocesso em nome de uma moral falida e hipócrita. A imagem hoje é fugaz, passageira, instantânea. Pouco se analisa ou se escuta. Então precisamos estar atentos para não criar um medo inexistente e cair nas garras da Matrix selada. O lugar onde os outros querem que você esteja.

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As comparações nunca estiveram tão em voga. As pessoas estão correndo atrás dos padrões de beleza ou da qualidade de vida que são apresentadas nas fotos, na verdade elas se sentem mal quando não tem curtidas ou seguidores.

Depois se perguntam o que fazer para melhorar a autoestima ainda tentando forçar a si mesmos a serem parecidos com outras pessoas!!

Vamos nos manter abertos e curiosos para pesquisar, para testar por nós mesmos. Precisamos nos conectar com a essência da vida que há em nós.

Do milagre de sermos únicos. Acredite, a meditação pode salvar seu espírito de toda essa massa vulcânica de informações.

Essa é uma mensagem do Terapia Integral, que busca na visão holística (do todo), uma compreensão abrangente das questões humanas.

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